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Bem-vindo à Boipeba
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A Ilha de Boipeba está
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que compõe o município de
Cairu, situado no Baixo Sul da Bahia.
Cercada de um lado pelo oceano
e de outro pelo estuário do Rio do
Inferno, a ilha se destaca por uma rara
beleza natural e grande diversidade dos
seus ecossistemas.
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mboi pewa - é uma palavra
tupy que quer dizer "cobra chata",
em referência a tartaruga marinha
de onde se originou o nome Boipeba.
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Boipeba contempla floresta densa da Mata Atlântica,
restinga, dunas, extensos manguezais e praias
paradisíacas com coqueirais e recifes de grande
valor ecológico e paisagístico.
Os recifes se estendem pela costa e tornam as
praias abrigadas das ondas e correntes. Estes
recifes são muitos largos e cortados por canais
e poças.
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A flora e fauna são ricas de uma grande variedade
de corais, algas, peixes, moluscos, ouriços, estrelas
e outros. Além disso, pode-se constatar a existência
de tartarugas marinhas na região, as quais desovam em
diversas praias da ilha.
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As áreas florestais encontradas na ilha servem
como abrigo para diversas espécies da fauna, destacando-se
uma grande variedade de aves e colibris, tatus,
raposas e répteis entre outros.
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Em razão da importância do patrimônio natural
e a necessidade de proteção dos ecossistemas das
Ilhas de Tinharé e Boipeba, o Governo do Estado
da Bahia criou a Área de Proteção Ambiental (APA)
das ilhas Tinharé e Boipeba pelo decreto estadual
1.240, de 5 de junho de 1992.
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Interessados na realização das ações propostas pelo
Plano de Manejo, moradores de Boipeba, reunidos na Associação
dos Moradores e Amigos de Boipeba, conceberam a proposta
de Desenvolvimento Sustentável da Ilha de Boipeba. Com
esta proposta, a Amabo, quer contribuir para a melhoria
de vida da população da ilha e criando um exemplo como
desenvolver as atividades econômicas, especialmente
o turismo, sem degradar o meio ambiente.
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Povoados
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Boipeba é um dos locais de colonização mais antigas
da Bahia, pois, em 1537, os jesuítas fundaram
a Aldeia e Residência de Boipeba. A ilha é formada
pelos povoados de Velha Boipeba, São Sebastião,
Moreré e Monte Alegre.
Os únicos acessos são marítimo ou fluvial.
O acesso fluvial é mais utilizado devido à segurança
oferecida pelas águas calmas do estuário.
No entanto, este acesso pelos canais é dificultado
pela pequena profundidade e existência de bancos
de areia.
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Velha Boipeba
Formada ao redor da Praça Santo Antônio, Velha
Boipeba é o povoado de maior importância da Ilha,
com uma população em torno de 1.600 pessoas essencialmente
ligadas à atividade pesqueira, e que tem recebido
grande influência do turismo nos últimos 10 anos.
A Igreja do Divino Espírito Santo é o monumento
histórico de maior importância, datado do Séc.
XVII.
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Moreré
O povoado fica localizado na costa do Oceano
Atlântico, entre a Ponta dos Castelhanos e Velha
Boipeba. Hoje, o povoado é o segundo ponto mais
visitado da ilha, logo depois de Velha Boipeba.
Existem algumas pousadas, bares e restaurantes.
O povoado não é servido de atracadouro, sendo
o desembarque de carga e pessoas feito pela praia
com ajuda de canoas.
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São Sebastião
O povoado de São Sebastião se localiza ao sul
da ilha de Boipeba, numa enseada próxima à Ponta
dos Castelhanos. É também conhecido como Cova
da Onça, devido à existência de uma gruta que
gera muitas histórias contadas por moradores do
local. Conta-se que a gruta serviu de esconderijo
aos jesuítas dos ataques dos índios durante a
época da colonização.
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Economia e infra-estrutura
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A atividade econômica predominante na ilha é
a pesca. Existem cerca 40 embarcações com motorização
diesel, desprovidos de equipamentos de navegação,
prevalecendo a coragem, habilidade e conhecimento
local do mestre e dos pescadores.
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Além dos peixes, são capturados e comercializados o
caranguejo, o siri, a lambreta, o guaiamu e principalmente
o camarão.
O turismo, enquanto atividade econômica é muito recente
na Ilha. Existam, aproximadamente, 30 estabelecimentos
turísticos formados, na sua maioria, por pequenas pousadas.
Os cultivos agrícolas que mais se destacam na Ilha
de Boipeba são o coco e o dendê, verificando-se, ainda,
o cultivo de algumas frutas s, a exemplo da manga, do
caju e da mangaba.
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Para a ilha não atravessam automóveis, sendo
os percursos feitos a pé ou de trator. Esta característica
desempenha um papel importante na conservação
ambiental da área e provoca a motivação do turismo
ecológico. O acesso entre as fazendas e povoados
é realizado por embarcações ou através de estradas
vicinais, sendo os percursos feitos a pé ou de
trator.
A energia elétrica é de 220 V e conduzida à ilha
por cabo subterrâneo.
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Histórico
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Durante as três primeiras décadas da colonização,
o litoral baiano serviu como apoio à rota da Índia,
cujo comércio de produtos de luxo seda,
tapetes, porcelana e especiarias era muito
mais vantajoso que os produtos oferecidos pela
nova colônia. Nos pequenos e grandes portos naturais
aquelas frotas se abasteciam de água e de lenha
e aproveitavam para fazer alguns pequenos reparos.
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O litoral baiano estava ocupado por nações indígenas
do grupo lingüístico tupi: os Tupinambás, os Tupiniquins
e os Aimorés. As ilhas Boipeba, Cairu e Tinharé, eram
habitadas pelo grupo dos Tupinambás e a cidade de Cairu
era a maior metrópole indígena na região. O nome Cairu
se originou da palavra Aracajurru da língua indígena
Tupi, que quer dizer "Casa do Sol".
A partir de 1516 se inicia a colonização do país. A
costa baiana foi dividida, em três capitanias e, mais
tarde, subdividida em cinco. No século XVIII as capitanias
foram incorporadas à Coroa, na criação da sede do Governo
Geral, formando a grande Capitania da Bahia.
Na ação catequizadora das ordens religiosas, os franciscanos
foram os primeiros a estabelecer contacto com a nova
terra. Quem, porém, desempenharam o maior papel na colonização
foram os jesuítas, que chegaram ao Brasil em 1549, com
o I Governador Geral do Brasil, Tomé de Souza. Além
do Colégio de Salvador, estabeleceram, imediatamente,
residências em Porto Seguro e Ilhéus.
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A partir destes pontos, criaram várias aldeias
em suas vizinhanças. Em 1563, Mem de Sá doa ao
colégio da Bahia a chamada sesmaria das doze léguas
de Camamu, onde os jesuítas fundaram a Aldeia
e Residência de Boipeba e a Aldeia de N. S.
da Assunção do Camamu, no mesmo ano.
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Durante o século XVII, esta região passa a desenvolver
o papel de produtora de gêneros alimentícios e materiais
de construção para a cidade de Salvador e para o recôncavo
canavieiro. A aldeia de Boipeba teve grande crescimento,
devido à fuga de colonos do continente, temerosos dos
ataques dos Aimorés, sendo elevada à vila entre
1608 e 1610.
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A Igreja do Divino Espírito Santo de Velha Boipeba,
construída pelos jesuítas, é o monumento histórico
mais importante da Ilha de Boipeba, (Grau de proteção
do IPAC: 01). Ela foi construída por volta de
1610 e ampliada no século XIX.
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A economia do litoral baiano foi, durante três
séculos, exclusivamente extrativista. A princípio,
o alvo era o pau-brasil, muito valorizado pelas
tinturarias européias e depois se incluíram madeiras
destinadas à construção naval e civil. Seu corte
se concentrava na parte central do litoral baiano,
entre Ilhéus e Valença.
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A atividade extrativa incluiu a coleta de fibras vegetais,
como a piaçava, e de coquilhos de palmeiras, especialmente
dendê. A produção de cana-de-açúcar teve um razoável
desenvolvimento, durante o século XVII, em Camamu e
o cultivo da mandioca se alastrou, no mesmo século,
nas baías de Tinharé e Camamu, especialmente nas ilhas,
a salvo dos ataques indígenas.
No século XVIII, foram introduzidas outras culturas,
como o cacau, café, canela, cravo-da-índia e pimenta-do-reino.
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Por sua posição estratégica, na entrada da Baía
de Todos os Santos o Governador Diogo Luís de
Oliveira determinou, em 1631, a construção de
um forte em Morro de São Paulo, ampliado em 1730,
transformando-se em uma das maiores fortificações
da costa brasileira.
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No final do século XVIII, a Povoação de Amparo,
à margem do Rio Una, foi elevada à vila,
com o nome de Valença (1799), sendo seu território
desmembrado do município de Cairu.
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O primeiro projeto industrial de grande porte, a ser
implantado no Estado, foi a Fábrica de Tecidos Todos
os Santos em Valença. Em 1847, a fábrica começava funcionar
e já em 1848 produzia, diariamente, 600 varas de tecidos
e ocupava 100 operários, ainda hoje em funcionamento.
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